O
Governo da Paraíba, por meio da Agência Executiva de Gestão das Águas
da Paraíba (Aesa), participou da na última sexta-feira (24) da primeira
reunião para a implementação de um Monitor de Secas no Nordeste
Brasileiro (MSNE). Os técnicos a Aesa estiveram no evento realizado pelo
Banco Mundial, em Fortaleza, que deu início à série de encontros com o
objetivo de elaborar planos para a convivência com a estiagem no estado.
De
acordo com o presidente da Aesa, João Vicente Machado Sobrinho, o
projeto pretende auxiliar os órgãos gestores de recursos hídricos a
enfrentar as mudanças climáticas por meio do monitoramento e
compartilhamento de informações. “As instituições dialogam sobre os
melhores meios para gerir a seca. A participação dos Estados não é
obrigatória, mas não seria prudente de nossa parte ficar de fora de uma
discussão importante como esta, e que tem a frente um órgão como o Banco
Mundial”, explicou.
Também
participaram representantes de comitês estaduais e de agências
meteorológicas. Juntos, eles discutiram questões-chave relativas ao
convívio com a estiagem a fim de montar um plano de trabalho.
Para
a meteorologista da Aesa, Marle Bandeira, relatou que o atual sistema
de acompanhamento indica chuvas dentro da média na Paraíba. “Vimos que a
previsão feita pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos
Hídricos (Funceme) indica possibilidades de chuva abaixo da média para o
Ceará. Mas, no caso da Paraíba, a previsão continua sendo de chuvas
dentro da média. Com irregularidades temporal e espacial, ou seja, pode
chover amanhã e passar dois dias sem registros nos pluviômetros. Podem
ocorrer precipitações em uma cidade não chover na cidade vizinha”,
detalhou.
Intercâmbio – Além
de fazer parte do evento do Banco Mundial, diretores da Aesa também
participaram de uma visita técnica na Companhia de Gestão de Recursos
Hídricos do Estado do Ceará (Cogerh). O diretor-presidente da Aesa, João
Vicente e o diretor de Gestão e Apoio Estratégico, Chico Lopes,
trocaram experiências com o Diretor de Operações do órgão cearense,
Ricardo Adeodato. “A Cogerh tem técnicos com mais de 20 anos de
experiência e é referência na gestão de recursos hídricos no país. Daí a
importância desta visita técnica que visa promover o intercâmbio de
projetos exitosos”, comentou João Vicente.
A
Aesa já definiu uma próxima reunião técnica prevista para o mês de
abril. Porém a data deverá ser ainda definida entre as instituições
participantes.
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