Estudou em Campina Grande até o
ginásio no Instituto Domingos Sávio e Colégio Pio XI. Fez o curso científico em
Recife no Esuda e fez faculdade de Arquitetura na UFPB – João Pessoa, concluindo curso em 1982.
Apesar da agenda artística literária sempre requisitada, ainda atua na
arquitetura, tendo obras espalhadas por todo o Nordeste, principalmente na área
de concessionárias de automóveis.
Veja alguns trabalhos do poeta
Veja alguns trabalhos do poeta
Interessado na causa poética nordestina persegue fatos e
histórias sertanejas com olhos e faro de rastejador. Autor dos livros: “Paisagem
de Interior” (poesia), “Agruras da Lata D`água” (poesia), “O Chapéu Mau e o
Lobinho Vermelho” (infantil), “Prosa Morena” ( poesia e acompanha um pires de CD
), “Política de Pé de Muro - O Comitê do Povão” ( legendas e imagens
gargalhativas sobre folclore político popular ), CDs: “Paisagem de Interior 1 e
Paisagem de Interior 2” , o livro: “Bandeira Nordestina” (poesia
e acompanha um pires de CD), A Folha de Boldo Notícias de Cachaceiros - em
parceria com Joselito Nunes – todos editados pelas Edições Bagaço do Recife -
além de causos, músicas, cordéis e outros escritos.
Preenchendo uma lacuna deixada pelos grandes menestréis
do pensamento popular nordestino, o poeta Jessier Quirino tem chamado a atenção
do público e da crítica, principalmente pela presença de palco, por uma memória
extraordinária e pelo varejo das histórias, que vão desde a poesia matuta,
impregnada de humor, neologismos, sarcasmo, amor e ódio, até causos, côcos,
cantorias músicas, piadas e textos de nordestinidade
apurada.
Dono de um estilo próprio "domador de palavras" - até
discutido em sala de aula - de uma verve apurada e de um extremo preciosismo no
manejo da métrica e da rima, o poeta, ao contrário dos repentistas que se
apresentam em duplas, mostra-se sozinho feito boi de arado e sabe como prender a
atenção do distinto público.
Nos espetáculos com fundo musical, apresenta-se
acompanhado de músicos de primeira grandeza, entre os quais, dois filhos, que
dão um tom majestoso e solene ao recital. São eles: Vitor Quirino (violão
clássico), André Correia (violino) e Matheus Quirino (percussão). Os músicos
Letinho (violão) e China (percussão) atuam nos espetáculos mais
elaborados.
Apesar de muitos considerá-lo um humorista, opta pela
denominação de poeta, onde procura mostrar o bom humor e a esperteza do matuto
sertanejo, sem, no entanto fugir ao lirismo poético e literário.
Sobre Jessier, disse o poeta e
ensaísta Alberto da Cunha Melo: "...talvez prevendo uma profunda transformação
no mundo rural, em virtude da força homogeneizadora dos meios de comunicação e
das novas tecnologias, Jessier Quirino, desde seu primeiro livro, vem fazendo
uma espécie de etnografia poética dos valores, hábitos, utensílios e linguagem
do agreste e do sertão nordestinos. ... Sua obra, não tenho dúvidas, além do
valor estético cada dia mais comprovado, vai futuramente servir como documento e
testemunho de um mundo já então engolido pela voragem tecnológica."
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