A Secretaria da Administração Penitenciária (Seap) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai)
entregaram na tarde dessa segunda-feira (13) os certificados de
conclusão de curso a 16 apenados do Presídio Regional de Campina Grande
Raymundo Asfora (Serrotão). Os reeducandos tiveram 180 horas aulas de
serigrafia, dentro do próprio presídio, como parte do Programa Nacional
de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).
Realizado
em uma parceria entre o Governo da Paraíba e o Governo Federal o
Pronatec realizou no presídio aulas entre os dias 21 de outubro e 23 de
dezembro. O conteúdo repassado aos reeducandos foi sobre produção de
estampas em camisas, cadernos e outros materiais.
De
acordo com o secretário da Administração Penitenciária, Wallber
Virgolino, trata-se de mais uma ação de ressocialização promovida pela
Seap em parceria com outros órgãos. “O Senai é um grande parceiro nosso e
tem contribuído muito com a capacitação de apenados na Paraíba. O mesmo
curso que é oferecido aos jovens na sociedade aqui fora também é dado
aos reeducandos, com a mesma qualidade de ensino já reconhecida deste
órgão. A Paraíba segue abrindo oportunidades de qualidade às pessoas que
cumprem pena no estado”, destacou o secretário.
O
supervisor da área de serigrafia e artes plásticas do Senai, professor
Reginaldo Fernandes, participou da solenidade de entrega dos
certificados e destacou que o curso abre oportunidades no mercado de
trabalho. “Essa área gráfica é um setor de grande importância e pode ser
trabalhada de forma artesanal. As pessoas que aprendem esse ofício têm
chances se tonarem pequenos empresários”, comentou.
Durante
o aprendizado, os alunos confeccionaram sacolas, fizeram impressões em
camisas e produziram agendas. O núcleo de ressocialização da Seap está
analisando a possibilidade de implantar uma pequena fábrica de sacolas
na penitenciária, para que a produção se torne uma atividade permanente
segundo o coordenador de ressocialização da Seap, Marconi Amorim. “Esta
iniciativa possibilitará que o aprendizado seja compartilhado entre
todos os reeducandos da penitenciária”, frisou.
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