Cantora Ana Carolina Lança Novo Álbum com 14 Canções Inéditas

Um dos principais nomes da Música Popular Brasileira, a cantora mineira Ana Carolina lança no mês de junho um novo álbum – seu sexto disco de inéditas em 14 anos de carreira. Atenta ao mercado digital, Ana Carolina será a primeira brasileira a disponibilizar o novo álbum, através do streaming no iTunes. Nas lojas, #AC chega em junho com doze canções, incluindo “Libido”. O trabalho tem parcerias da cantora com nomes como Guinga (é deles “Leveza de Valsa”, que já ganhou um clipe dirigido pela própria artista), Edu Krieger (que divide com Ana os créditos de cinco faixas), Chiara Chivello, Antonio Villeroy, o italiano Bungaro, Rodrigo Pitta, Moreno Veloso e Carlos Rennó.Produzido por Alê Siqueira e Ana Carolina, #AC viaja nos temas e na sonoridade contemporânea – grooves e scratchs comandados pelo badalado DJ Cia substituem dessa vez as baterias, dividindo os créditos com instrumentistas do porte de Lincoln Olivetti, Marcos Suzano, Carlos Malta, Danilo Andrade, Arthur Maia e Pedro Baby, entre vários outros. Um dos mais estelares nomes da música brasileira, o cantor e compositor Chico Buarque também está presente – ele faz uma participação para lá de especial na faixa “Resposta da Rita”, em que Ana retoma a canção gravada por Chico nos anos 60 (“A Rita”). O violão de Guinga é uma das estrelas de “Leveza de Valsa” e a italiana Chiara Chivelo participa de “Um Sueño Bajo El Agua”.Mesmo antes de chegar às lojas, #AC já tem algumas de suas canções conhecidas do grande público, como é o caso de “Combustível” e “Luz Acesa”, ambas já incluídas nas trilhas sonoras de novelas da Rede Globo, respectivamente “Amor à Vida” e “Flor do Caribe”. Além delas, “Um Sueño Bajo El Água” e “Leveza de Valsa” ganharam vídeo clipes dirigidos por Ana Carolina, ambos já com milhares de exibições na Internet e bem executados nas rádios de todo o Brasil.
#AC bota pra ferver e traz em sua mistura 12 músicas inéditas selecionadas entre as cerca de 50 compostas por Ana Carolina ao longo dos últimos anos. Com a autoridade de quem coleciona grandes sucessos, a maioria na sua voz grave e quente, outros nas vozes de cantoras como Maria Bethânia (Pra rua me levar, 2001) e Mart’nália (Cabide, 2005), Ana Carolina conhece a força de um refrão – e há vários que grudarão nos corações e mentes de seu público, diversificado como sua obra – e de um gancho melódico que capture a atenção do ouvinte.A tarimba de compositora versátil salta aos ouvidos ao longo de #AC, cuja temperatura elevada contrasta com a atmosfera cool do álbum anterior de Ana Carolina, N9ve (2009), trabalho de climas e vocais amenos. Contudo, a presença recorrente de Alê Siqueira na coprodução e a busca do requinte harmônico na formatação de composições de teor popular são heranças de N9ve.O mix de sons orgânicos – representados sobretudo pelas percussões de Leonardo Reis e Marcos Suzano e pelas guitarras de Pedro Baby – com batidas eletrônicas dá o tom contemporâneo do disco. Em Esperta (Ana Carolina, Chiara Civello e Edu Krieger), faixa que se conecta a Poledance e a Libido, todas alocadas no início do disco, as programações foram pilotadas a oito mãos por Alê Siqueira, Chiara Civello (a cantora e compositora italiana com quem Ana Carolina firmou parceria em Nove), DJ Cia e Mikael Mutti (baiano arretado que vem se destacando nesse universo eletrônico). Em Esperta, Ana Carolina joga na pista a dança das paixões. “Sei do inferno que eu criei / Na sua vida / Por isso é que você me quer / Então vai ter que me encarar”, avisa a cantora no refrão ganchudo.Já em evidência nas rádios, na novela das nove e na internet, Combustível é uma das cinco faixas de#AC que têm Edu Krieger – carioca que despontou em 2006 como um dos mais talentosos compositores de sua geração – como parceiro de Ana Carolina, sedimentando conexão, que já rendeu músicas como o samba Pra tomar três, lançado no show Ensaio de cores (2010). É, na definição de Ana, uma parceria “viva”, na qual ambos criam letra e música juntos, sem regras e sem delimitação de funções. No caso de Combustível, a intenção foi fazer uma música acessível e inflamável, de comunicação imediata, sem cair na simplicidade harmônica. Resultado da evolução natural da compositora, passagens dissonantes na primeira parte da música orgulham Ana Carolina de conseguir conectar dois mundos musicais habitualmente distantes.

Em essência, #AC é disco de conexões. Por isso, o hashtag (#) – símbolo virtual que aponta palavras-chave no diálogo sucinto do Twitter – do título do CD soa natural. #AC é um disco do presente que eventualmente também se liga sem saudosismo ao passado. Tal link é exemplificado no sambaResposta da Rita, composto por Ana e Krieger em alusão a um dos primeiros sambas de Chico Buarque, A Rita, composto em 1965 e lançado pelo autor em gravação de 1966 usada por Ana como música incidental. A ideia da resposta foi de Maria Bethânia. No samba de 2012, Ana entra na pele da Rita – a que teria levado o sorriso e o assunto do personagem do samba de Chico – para dar a sua versão dos fatos após ter ficado calada por quase 50 anos. “Não levei o seu sorriso / Porque sempre tive o meu / Se você não tem assunto / A culpada não sou eu”, argumenta Rita, retrucando versos como“A Rita levou meu sorriso / No sorriso dela, meu assunto”.
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