O laudo já foi encaminhado ao Ministério Público. O crime aconteceu no apartamento da vítima, no bairro do Bessa, em João Pessoa. De acordo com os exames, a bacharela em Direito, Érika Vanessa, foi atingida por um tiro de revólver calibre 38, à distância e horizontalmente, da esquerda para a direita. Para a delegada Roberta Neiva, o laudo confirma o que o tiro não foi acidental, como apurado nas investigações realizadas pela Polícia Civil.
“Em depoimento à Delegacia de Homicídios, na presença de advogados, José Itamar, que também é bacharel em Direito, informou que ele e Erika Vanessa estariam em uma discussão, quando caíram na cama e ela teria tentado pegar a arma, causando um disparo acidental. Os exames não confirmam isso. Na verdade, contrariam a versão dele, pois o tiro foi disparado a mais de um metro de distância da vítima, de acordo com o que apuramos nas investigações sobre o fato de ele ter sido proposital”, frisou a delegada. Ela também ressaltou que a conclusão médico-legal deixa claro que a causa da morte de Érika Vanessa foi o tiro, e que outros exames realizados no apartamento da vítima ainda estão em andamento.
Ainda no período da tarde, o Ministério Público denunciou José Itamar pelo crime de homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima. Ele continua detido na sede do 5º Batalhão de Polícia Militar, no Valentina, por cumprimento de mandados de prisão preventiva pelo homicídio de Érika e também pelo crime de atentado violento ao pudor mediante fraude, cometido contra uma criança de três anos.
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